Por que se preocupar com Medicamentos Veterinários
LMR medicamentos veterinários – A Organização Mundial de Saúde (OMS), depois de diversos estudos, está recomendando o fim de tratamentos preventivos de animais com o uso de antibióticos.
A recomendação procede em decorrência dos inúmeros casos do desenvolvimento de bactérias resistentes a antibióticos, e que vem se constituindo em uma das maiores ameaças à saúde global, atualmente. No ano passado, a OMS realizou a Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos com o objetivo de conscientizar a população, os profissionais de saúde e gestores públicos sobre a resistência. Um relatório da OMS divulgado em abril de 2014 afirmou: “esta ameaça séria não é mais uma previsão para o futuro, está acontecendo agora em todas as regiões do mundo e tem o potencial de afetar qualquer pessoa, de qualquer idade, em qualquer país.” E, de acordo com recente matéria do jornal francês Le Figaro, o consumo de antibióticos está quase fora de controle. O uso desses medicamentos cresceu 39% entre os anos 2000 e 2015.
É dentro desse contexto que a Anvisa vem promovendo palestras e discussões para estabelecer uma legislação acerca dos Limites Máximos de Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos de Origem Animal, que é uma forma de controle do uso de medicamentos nos animais. Mesmo sendo um grande exportador de alimentos de origem animal, o Brasil não possui uma legislação própria a respeito do assunto, e utiliza parâmetros estabelecidos por outros organismos internacionais, de acordo com a ANVISA.
E, a ANVISA vem divulgando material que orienta o Processo Regulatório que está em andamento. Na reunião do dia 25 de outubro, foram apresentados dois trabalhos sobre os tópicos que devem ser observados e discutidos, e que ficarão disponíveis no site www.terraviva.com.br para pesquisa dos interessados.
Por que se preocupar com Medicamentos Veterinários e
Percepções sobre a proposta regulatória em estudo.
O setor lácteo precisa participar intensamente dessas discussões para ficar a altura de países grandes produtores de leite, como os da União Europeia (UE), que pretendem banir o uso profilático de antibióticos em animais a partir de 2022.
















