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Globalização E Mercosul Selectus nº 5408

EUA aplica sanções ao Irã e preocupa membros da UE

Sanções/EUA - Os Estados Unidos (EUA) aumentaram sua pressão financeira sobre o Irã ontem aplicando sanções ao presidente do banco central do país e impedindo que pessoas do mundo inteiro façam negócios com a instituição. A decisão reforça a linha dura do presidente americano, Donald Trump, depois de sua opção por sair do acordo nuclear com Teerã, afetando, consequentemente, as grandes potências europeias.

Fonte: Diário do Comércio


O diretor do banco central iraniano, Valiollah Seif, foi apontado como um “terrorista global especialmente denominado”, assim como outro funcionário, Ali Tarzali, que trabalha na divisão internacional da instituição. O Departamento do Tesouro americano acusou ambos de, secretamente, canalizarem milhões de dólares para ajudar o Hezbollah - considerado um grupo terrorista pelos EUA -, através de um banco iraquiano.
As ramificações das sanções para a economia iraniana não foram detalhadas, mas os EUA disseram que as punições contra Seif não se estendem ao próprio banco central iraniano. Ainda assim, o governo americano afirmou que impôs “sanções secundárias” aos funcionários do banco, o que poderia aumentar significativamente o isolamento do país no sistema financeiro global.
Geralmente, quando os EUA punem indivíduos com sanções, também proíbem empresas e cidadãos
americanos de fazerem negócio com eles. As sanções secundárias também se aplicam a pessoas e empresas não americanas e proíbem a realização de negócios delas com Seif ou Tarzali. Caso o façam, podem ser punidas e impedidas de atuar no sistema financeiro dos EUA.
As medidas foram colocadas como parte do conjunto de ações do governo Trump para construir uma coalizão global que pressione o Irã a ponto de fazer o país voltar à mesa de negociações e assinar um novo e mais amplo acordo nuclear.
Pedido de isenção – A França pediu aos EUA que abracem e isentem as empresas europeias na reintrodução de sanções contra o Irã, solicitando à União Europeia (UE) que crie novos instrumentos para proteger as empresas de sanções dos EUA no futuro.
A UE deve tomar medidas nos próximos dias para impedir que os EUA penalizem países europeus, disse o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, durante uma reunião com líderes empresariais franceses em Paris. Essas medidas podem incluir o fortalecimento da regulamentação existente para bloquear as sanções e a criação de uma instituição independente da UE para ajudar as empresas a operarem globalmente, possivelmente com base no Banco Europeu de Investimento, disse ele. “Queremos deixar claro que não podemos aceitar a natureza extra-territorial das sanções americanas”, afirmou Le Maire. “Estamos à espera que a Comissão Europeia faça algumas propostas muito concretas”. Le Maire também disse que a UE deveria criar sua própria versão do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA, ou OFAC, para proteger os interesses econômicos europeus.

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