Clima na América do Sul é o fator de pressão na soja
Clima - A melhora no clima sul-americano está incentivando a venda, observa a CRM AgriCommodities. De acordo com os analistas, há “melhora nas condições na Argentina e potencial de boa produção soja no Brasil, embora os próximos 10 dias devam ser principalmente secos para o Brasil central”.
Já Richard Feltes, da TJ O'Brien, aponta que “o tempo se inclina negativamente” para os preços “com as chuvas em curso no Brasil nas próximas duas semanas, juntamente com 60% de cobertura de precipitação na Argentina para os próximos cinco dias, que reduzir as áreas secas restantes entre 5-15%”.
No entanto, segundo a T&F Consultoria Agroeconômica, os déficits de umidade permanecem e não há unanimidade sobre o clima argentino. A empresa de meteorologia MDA afirma que “os níveis de umidade do solo melhoraram em todo o leste da Argentina na semana passada, principalmente devido a chuvas significativas durante o fim de semana”.
Por outro lado, acrescentou que, “apesar dessas melhorias, os déficits de umidade do solo permanecem em vigor, em algumas áreas, particularmente no norte e centro da Argentina. O tempo seco é esperado neste próximo fim de semana e na maior parte da próxima semana, o que permitirá que os níveis de umidade do solo diminuam novamente no norte e centro da Argentina”.
A Consultoria AgResource admite que a umidade do solo “sem dúvida alguma”, melhorou nas regiões Centrais da Argentina com as recentes chuvas: “Nas previsões atualizadas do modelo EUROPEU (ECM), precipitações intensas continuam sendo oferecidas para uma grande parte do norte e centro da Argentina, assim como no Sul do Brasil, nestes próximos 6-7 dias. Uma nova rodada de índices pluviométricos em torno dos 20 mm deverá ser observada nos últimos dias de dezembro, nestas mesmas regiões”.
“Apesar deste padrão chuvoso, o modelo EUROPEU tem retraído as chuvas em quase todas as atualizações. Ainda não há um padrão confirmado para este fim de 2017, no entanto com tais diferenciações, a confiança nas previsões tem se reduzido. A ARC ressalta que a volta da interferência de um La Niña sobre a América do Sul tem se confirmado para o começo de janeiro”, concluem os analistas.
















