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Globalização E Mercosul Selectus nº 5224

Milhões de pessoas podem ter deficiência de proteína em decorrência da emissão de CO2

CO2– Se os níveis de CO2 continuarem a crescer como o projetado, a população de 18 países pode perder mais de 5% da proteína de sua dieta até 2050 dado o declínio do valor nutricional do arroz, do trigo, e de outros alimentos de origem vegetal, de acordo com estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Harvard.

Fonte: The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva

Pesquisadores estimam que mais de 150 milhões de pessoas a mais poderão ter deficiência de proteína causada pelos elevados níveis de CO2 na atmosfera. Este é o primeiro estudo a quantificar esse ricos. “Este estudo destaca a necessidade de países que correm o maior risco de monitorar ativamente a segurança nutricional de suas populações e, mais fundamentalmente, a necessidade dos países controlarem as emissões de CO2 causadas pelo homem”, disse Samuel Myers, pesquisador sênior do Departamento de Saúde Ambiental. O estudo foi publicado em 2 de agosto de 2017 no Enriornmental Health Perspectives. Ao nível global, 76% da população consome proteína procedente de alimentos vegetais. Para estimar o risco atual e futuro da deficiência de proteína, os pesquisadores combinaram dados de experimentos em que as culturas foram expostas a altas concentrações de CO2 com informações dos hábitos alimentares das Nações Unidas, e medidas de desigualdade de renda e demografia. Eles descobriram que, sob concentrações elevadas de CO2, os teores de proteína do arroz, trigo, cevada e batatas diminuíram 7,6%, 7,8%, 14,1%, e 6,4%, respectivamente. Os resultados sugerem desafios contínuos para a África subsaariana, onde milhões de pessoas já possuem deficiência de proteínas, e desafios crescente para os países do Sul da Ásia, incluindo a Índia, onde o arroz e o trigo fornecem grande quantidade da proteína diária.

Os pesquisadores detectaram que a ìndia pode perder 5,3% da proteína de sua dieta padrão, deixando 53 milhões de pessoa em novo risco de deficiência proteica.

Um documento complementar do co-autor da pesquisa, Dr. Myers, que foi publicado como o artigo Early View na GeoHealth, descobriu que as reduções relacionadas ao CO2 no teor de ferro em plantações de alimentos básicos provavelmente também agravarão o já significativo problema da deficiência de ferro em todo o mundo. As pessoas com maior risco incluem 354 milhões de crianças menores de 5 anos e 1,06 bilhão de mulheres em idade fértil – predominantemente no Sul da Ásia, e Norte da África – que vivem em países que já apresentam altas taxas de anemia e que devem perder mais de 3,8% do ferro de suas dietas como efeito do CO2.

Esses dois estudos, e um outro de 2015, também de co-autoria do Dr. Myers, mostram ainda que as elevadas emissões de CO2 também podem conduzir cerca de 200 milhões de pessoas para a deficiência de zinco, quantificando as significativas perdas nutricionais causadas pelas emissões de CO2 realizadas pelo homem.

“Estratégias para manter dietas adequadas precisam de focar em países e populações mais vulneráveis, e deve-se pensar em reduzir a vulnerabilidade às deficiências de nutrientes através do apoio a dietas mais diversificadas e nutritivas, enriquecendo o conteúdo nutricional de plantios básicos e criando espécies menos sensíveis aos efeitos do CO2. E, é claro, precisamos reduzir drasticamente as emissões globais de CO2, o mais rápido possível”, diz o Dr. Myers.

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