Desemprego cai ao nível mínimo em 16 anos, 4,3%
Desemprego/EUA - A taxa de desemprego nos Estados Unidos (EUA) caiu um décimo em julho, chegando a 4,3%, e voltou a atingir seu nível mínimo em 16 anos, segundo dados divulgados na sexta-feira (4) pelo Departamento de Trabalho americano. A informação é da Agência EFE.
A economia americana criou 209 mil novos empregos não agrícolas, segundo o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, acima dos 180 mil esperados pela maioria de analistas, um indicador positivo que respalda a solidez do mercado trabalhista nos EUA.
Os setores que impulsionaram a criação de emprego foram a hotelaria, a saúde e empresas de profissionais liberais.
A média salarial registrou, além disso, uma moderada alta de 0,3%, até US$ 26,36 por hora.
A taxa de participação trabalhista também aumentou, de 62,8% a 62,9%, o que mostra que cada vez mais americanos retornam à busca ativa por emprego.
O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu rapidamente para comemorar o dado, quando se completam seis meses do seu mandato. “Excelentes cifras de emprego recém divulgadas, e estou apenas começando. Muitos regulamentos que freavam a contratação continuam caindo. O impulso volta aos EUA”, escreveu Trump em uma mensagem em sua conta no Twitter.
Fed - Esse bom dado também favorece um novo aumento das taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed, banco central americano), atualmente entre 1% e 1,25%, antes do final do ano.
Os economistas esperam que o Fed anuncie um plano para começar a reduzir sua carteira US$ 4,5 trilhões em títulos do Tesouro e títulos garantidos por hipotecas em setembro.
O crescimento salarial lento e a inflação benigna que o acompanha, no entanto, sugerem que o banco central dos Estados Unidos atrasará o aumento das taxas de juros novamente até dezembro. O Fed aumentou as taxas duas vezes neste ano, e sua taxa de crédito overnight de referência agora está em uma faixa de 1% a 1,25%.
Os economistas consultados pela Reuters previram que as folhas de pagamento aumentariam em 183 mil empregos em julho e os salários subiriam 0,3%.
O crescimento salarial é crucial para sustentar a expansão econômica após o aumento da produção em uma taxa anual de 2,6% no segundo trimestre, uma aceleração ante o ritmo lento de 1,2% entre janeiro e março.
















