China ofusca outras economias com seu crescimento em 2016
PIB/China – Apesar da debilidade da economia mundial, a China registrou crescimento de 6,7% do PIB em 2016 em relação ao ano anterior, alcançando 74, 41 bilhões de yuanes, eclipsando outras grandes economias do mundo, disse à imprensa um funcionário do governo chinês.
Os economistas destacam que com uma contribuição de 33,2%, a China continua sendo o motor do crescimento econômico mundial. “A economia da China cresceu 6,7% no ano passado, um bom começo para o XIII Plano Quinquenal (2016-2020)”, anunciou Wang Guoquing, portavoz da Quinta Seção do XII Comitê Nacional Consultiva (CCPPCh), disse aos jornalistas. O crescimento menor desde 1991 foi um fato que os legisladores se perguntam se a economia chinesa chegou ao fundo, se se manterá o crescimento mais lento ou se manterão suas forças motrizes. Os deputados darão sugestões sobre a agenda econômica e social da China durante as sessões da Assembleia Popular Nacional da CCPPCh que começaram neste final de semana. Liu Zhibiao, membro do Comitê Nacional da CCPPCh e professor da Universidade de Nanjing, acalmou sobre as preocupações o mercado dizendo que a China não tem necessidade de se preocupa, em absoluto, porque ainda que o percentual de crescimento tenha diminuído em comparação com anos anteriores, superam muitas outras economias de todo o mundo. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu previamente a estimativa para o crescimento da economia dos Estados Unidos em 2016 para 1,6%, previu crescimento de 1,7% para a Eurozona, 0,9% de crescimento para o Japão, enquanto a Índia cresceria 6,6%, e a África do Sul, 0,3%. Ainda assim foi o crescimento mais baixo dos últimos 26 anos. A China continuou sendo o grande impulsionador do crescimento econômico mundial, sendo responsável por 33,2% do total. O valor econômico agregado superou os 70 bilhões de yuanes pela primeira vez. Li Wei, diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado, acrescentou que a trajetória de crescimento da economia chinesa deve estar em uma segunda fase de uma recuperação em forma de L, e agora existem menos riscos de uma queda forte do crescimento. Apesar de um crescimento mais lento, a economia se desenvolvimento atualmente por uma via mais saudável, que por ser visto pelo crescimento da renda da população, superior ao crescimento do PIB, assim como em uma estrutura mais otimizada, coordenada e sustentável. Os dados mostram que em 2016, a China registrou um aumento de 6,9% da renda nacional bruta em comparação com o ano anterior. O valor adicionado do setor de serviços aumentou 7,8% em comparação com o ano de 2015, chegando a 38,4 bilhões de yuanes, o que contribui para 51,6% do PIB, quer dizer, 1,4 pontos percentuais a mais que no anterior. “É preciso pagar um preço para poder reestruturar a economia, é inevitável, mas, gratificante”, explicou Liu, instigando a economia da China a agarrar o touro pelos chifres. Os analistas acreditam que a China pode dar uma relaxada para reestruturar a economia. O processo pode, a curto prazo, reduzir o PIB e a arrecadação dos governos locais, apertar um pouco os negócios e expor a riscos, mas, no longo prazo oferecerá mais combustível para um crescimento sustentável. Esses ajustes estruturais liberaram mais recursos como as terras improdutivos e os créditos, e eles serão atribuídos a essas indústrias que deles necessitam.
















